Pouco me conforta ou importa poder tão-somente espiar pela janela.


Julgo me enclausurado, dói ao perceber que ainda existir o lá fora… mais e daí!


Há muito deixei de viver.


Atônito, não consigo imaginar ou mesmo lembrar de gestos simples… como o de estender a mão, num corriqueiro cumprimentar.


Há como era bom ver tão de perto os amigos; jogar conversa fora. 

Amigos!… que amigos se nem mesmo meus irmãos podem ou consigo abraça-los.


O mal que solto anda pelo mundo, nos pune e escraviza.

Fugir, não tem como, e tão pouco adiantaria nos escondermos?  para quê? Ele nos pega… e pior, sem que percebamos.

E por descuido, indisciplinados podemos passar toda sua ira e destruição aos nossos semelhantes.


Aqui trancado permanecerei,  até quando? o quando for possível. Confesso sentir me fraquejar, e quando enfraqueço, elevo meu pensando e profiro orações em voz baixa… emano minhas energias com todo fervor para que a calma venha retorne a mim,  a ansiedade que tanto tem sido minha companhia nesta interminável quarentena é chata por demais, como é chato não poder abrir a porta e sair pelas ruas.

Autoria:Osmar Sarabia Garcia

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  1. Sabe que gosto do que escreve, vc tem a alma na ponta dos dedos e sempre me encanto com toda sua ousadia.

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